Calluna vulgaris
Urze-comum, calluna, brande, urze: é a flor das charnecas atlânticas e das turfeiras, aquela que tinge de lilás as colinas da Escócia e da Bretanha no final do verão. Apesar do seu aspeto frágil, é um subarbusto lenhoso de rusticidade notável, capaz de viver várias décadas em solos onde quase nada cresce.
Características:
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Floração tardia: de julho a setembro, em espigas de minúsculas campainhas cor-de-rosa, lilases ou brancas, numa época em que poucas plantas ainda florescem.
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Folhagem persistente: forma tapetes densos e decorativos durante todo o ano, por vezes com tonalidades bronze no inverno.
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Subarbusto duradouro: uma vez instalado, ocupa o terreno durante muitos anos.
Conselhos de sementeira:
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Exposição: soalheira a meia-sombra; em climas quentes, prefira a meia-sombra.
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Solo: obrigatoriamente ácido (pH 4,5 a 6), pobre, arenoso, drenado e mantido fresco — esta é A condição para o sucesso. Em solo calcário, fica amarela e morre: nesse caso, cultive-a num vaso com terra para urzes. Não aplique fertilizante, pois detesta solos ricos. Uma cobertura de casca de pinheiro mantém a acidez e a humidade.
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Método: as sementes necessitam de estratificação a frio. Semeie depois na primavera, à superfície e sem cobrir: são minúsculas e precisam de luz. Mantenha o substrato húmido; a germinação é lenta.
Conselhos de plantação:
- Transplante para canteiros, jardins de pedras, como cobertura do solo, sebe baixa, bordadura ou floreira, deixando 30 a 40 cm entre plantas.
Conselhos de manutenção:
- Faça uma poda ligeira depois da floração, sem nunca cortar a madeira velha: é este o gesto que evita que a planta fique despida à medida que envelhece.
- Regue com água da chuva em vez de água da torneira, que é frequentemente calcária.
Interesse para a biodiversidade:
- Grande planta melífera, floresce numa época de transição em que as abelhas constituem as suas reservas de inverno: o seu mel castanho-escuro, com um sabor intenso a caramelo, é muito apreciado para pão de especiarias.
- Os seus tapetes persistentes abrigam uma pequena fauna variada e servem de refúgio de inverno para os insetos.
Utilização:
- Ornamental em canteiros ou floreiras, as suas flores também se prestam muito bem a ramos secos. Tradicionalmente, é colhida no início da floração para preparações em infusão.
Simbologia:
Emblema das Terras Altas escocesas, diz-se que a urze branca traz sorte — uma crença que remontará a uma lenda celta. Simboliza também a solidão e a beleza das terras selvagens.
Colher as suas próprias sementes:
Deixe as espigas florais secarem completamente na planta até ficarem castanhas e, depois, sacuda-as sobre uma folha de papel: as sementes são praticamente pó; manuseie-as ao abrigo do vento. Consulte como conservar as suas sementes.
Compromisso com a Qualidade: na SemiSauvage - Permaculture, cultivamos e selecionamos as nossas sementes tendo o respeito pela vida como princípio orientador. Instalados perto dos Vulcões de Auvergne, escolhemos variedades reprodutíveis e não híbridas, testadas quanto à taxa de germinação, selecionadas e embaladas cuidadosamente, sem qualquer tratamento químico. A nossa convicção: devolver aos jardineiros a capacidade de voltar a semear, ano após ano, sementes que lhes pertencem verdadeiramente.
Ofereça ao seu jardim as cores das charnecas selvagens com estas sementes de urze-comum.