Amaranthus cruentus
Amaranto, amaranto-vermelho, trigo dos Incas, cauda-de-raposa: o seu nome vem do grego amarantos, «que não murcha» — as suas espigas mantêm, de facto, a cor durante meses após a secagem. Base alimentar das civilizações pré-colombianas, oferece ao jardineiro duas colheitas numa só: as folhas, como espinafres, e as sementes, como pseudocereal.
Características:
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Espigas espectaculares: erectas ou pendentes, em vermelhos profundos que persistem durante muito tempo.
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Dupla utilização: folhagem consumida como espinafres, sementes colhidas como um cereal.
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Crescimento rápido: anual vigorosa, até 1,50 m numa só estação.
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Muito adaptável: tolera a seca e diferentes tipos de solo.
Precauções:
- Tal como os espinafres, as suas folhas contêm oxalatos e nitratos: escalde-as em água a ferver antes de as cozinhar e evite consumi-las cruas em grandes quantidades.
- Ressemeia-se muito facilmente: arranque as plantas jovens indesejadas na primavera se não quiser que se espalhe.
Conselhos de sementeira:
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Exposição: soalheira, com calor.
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Solo: comum, solto e bem drenado. Pouco exigente, tolera solos pobres e a seca depois de estabelecida, mas um solo fresco e enriquecido com composto proporciona uma folhagem mais tenra e abundante.
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Método: não necessita de estratificação. Semeie na primavera, depois de afastado todo o risco de geada, à superfície ou mal coberta — as sementes são minúsculas e precisam de luz. Consulte como semear as suas sementes.
Conselhos de manutenção:
- Faça um desbaste para deixar 40 cm entre plantas. Regue regularmente durante os períodos secos se o objectivo for obter folhagem; para as sementes, desenvolve-se sozinha.
Conselhos de colheita:
- Apanhe as folhas jovens à medida que forem crescendo durante todo o verão, começando pelas de baixo.
- Para as sementes, corte as espigas quando começarem a libertá-las ao toque, deixe-as secar sobre um pano e depois esfregue-as. Uma só planta pode produzir dezenas de milhares de sementes.
Associações benéficas:
- A sua raiz aprumada e profunda traz minerais das camadas inferiores e a sua altura protege do vento as culturas mais baixas. Combina bem com o milho e as abóboras. Consulte as associações na horta.
Interesse para a biodiversidade:
- As suas sementes, muito abundantes, alimentam em grande quantidade as aves granívoras no outono e no inverno — pintassilgos, verdilhões e pardais juntam-se em grande número se deixar as espigas de pé.
- As suas flores são visitadas por numerosos pequenos insectos, e a sua folhagem densa abriga insectos auxiliares.
Utilização:
- Folhas escaldadas e depois cozinhadas como espinafres; sementes cozidas em papa, estouradas como pipocas em miniatura ou moídas para obter farinha sem glúten. Espigas secas em ramos decorativos duradouros.
Simbologia:
Planta sagrada dos Astecas, que a utilizavam nos seus rituais, simboliza a imortalidade — a sua flor, que não murcha, fez dela, na Antiguidade grega, o emblema daquilo que nunca morre.
Colher as suas próprias sementes:
Nada mais simples: a própria colheita fornece as sementes. Deixe algumas espigas amadurecer completamente na planta, depois esfregue-as sobre um recipiente e peneire para separar as cascas. Consulte como conservar as suas sementes.
Compromisso com a Qualidade: na SemiSauvage - Permaculture, cultivamos e seleccionamos as nossas sementes tendo o respeito pela vida como princípio orientador. Instalados perto dos Vulcões de Auvergne, escolhemos variedades reprodutíveis e não híbridas, testadas quanto à sua taxa de germinação, seleccionadas e embaladas com cuidado, sem qualquer tratamento químico. A nossa convicção: devolver aos jardineiros a capacidade de voltar a semear, ano após ano, sementes que lhes pertencem verdadeiramente.
Uma planta dos Astecas, decorativa, nutritiva e generosa em sementes.