Aquilegia vulgaris
Columbina-dos-jardins, luva de Nossa Senhora, touca de avó, colombina: este último nome vem do latim columba, a pomba — vistas de perfil, as cinco esporas recurvadas da flor fazem lembrar um círculo de aves a beberem juntas. Uma planta de jardim de cura por excelência, que se ressemeia e cruza livremente para oferecer novas cores todos os anos.
Características:
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Flores com esporas: silhueta única, em azul, violeta, malva, rosa ou branco, de maio a junho.
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Grande diversidade: cruza-se espontaneamente e produz cores sempre renovadas ao longo dos anos.
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Vivaz muito rústica: suporta invernos rigorosos sem proteção.
Precauções:
- Todas as partes da planta, sobretudo as sementes, são tóxicas por ingestão. Não as consuma e mantenha-as fora do alcance das crianças e dos animais de companhia.
Conselhos de sementeira:
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Exposição: pleno sol ou ligeiramente sombreada; em regiões quentes, adapta-se melhor à meia-sombra.
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Solo: fresco, relativamente rico e, sobretudo, bem drenado. Aprecia solos de orla, ricos em húmus e que nunca sequem no verão, mas receia a humidade estagnada no inverno. Beneficia de uma incorporação de composto.
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Método: uma estratificação a frio melhora significativamente a germinação. Semeie depois na primavera, à superfície ou apenas ligeiramente coberta, pois as sementes precisam de luz. Tenha paciência: a floração ocorre geralmente no segundo ano.
Conselhos de plantação:
- Transplante as plantas jovens para canteiros, jardins de pedras, bordaduras ou vasos de varanda, deixando 30 cm entre elas: a sua raiz aprumada não tolera bem uma transplantação tardia.
Conselhos de manutenção:
- Regue regularmente, mas com moderação, mantendo o solo fresco sem o encharcar.
- Corte a planta após a floração para obter nova folhagem ou deixe algumas hastes produzirem sementes para a ressementeira espontânea.
Associações benéficas:
- Combina bem com outras vivazes de meia-sombra, como a lunária e o miosótis, com as quais partilha a floração primaveril e o gosto por frescura.
Interesse para a biodiversidade:
- As suas longas esporas nectaríferas estão reservadas aos insetos de língua comprida: os abelhões são os seus visitantes privilegiados. Alguns, por terem a língua demasiado curta, perfuram a espora pela base para roubarem o néctar — um comportamento que pode ser observado no jardim.
- A sua floração primaveril ocorre numa época em que os recursos ainda são escassos.
Utilização:
- Estritamente ornamental: canteiros, jardins de pedras, bordaduras, vasos de varanda e jardins de cura. As suas flores conservam-se bem em ramos.
Simbologia:
Flor dos jardins medievais, a columbina surge em numerosas tapeçarias e iluminuras. As suas cinco esporas em forma de pomba valeram-lhe uma rica simbologia espiritual.
Colher as suas próprias sementes:
Deixe algumas flores formarem os seus folículos eretos e colha-os assim que ficarem castanhos, antes de se abrirem no topo. Atenção: as columbinas cruzam-se muito facilmente entre si; as suas sementeiras produzirão cores surpreendentes, o que também constitui todo o seu encanto. Consulte como conservar as suas sementes.
Compromisso com a Qualidade: na SemiSauvage - Permaculture, cultivamos e selecionamos as nossas sementes tendo o respeito pela vida como princípio orientador. Instalados perto dos Vulcões de Auvergne, escolhemos variedades reprodutíveis e não híbridas, testadas quanto à sua taxa de germinação, selecionadas e embaladas cuidadosamente, sem qualquer tratamento químico. A nossa convicção: devolver aos jardineiros a capacidade de ressemear, ano após ano, sementes que lhes pertencem verdadeiramente.
Acrescente um toque de encanto antigo ao seu jardim com estas sementes de columbina-dos-jardins.